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Cuiabá, 23 de Junho de 2.017

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Mato Grosso / Nosso Estado

Personalidades

Marechal Rondon (1865-1958)

Cândido Mariano da Silva Rondon nasceu na cidade de Mimoso, estado do Mato Grosso, no dia 5 de maio de 1865. Seu pai era descendente de portugueses e sua mãe, descendente de índios Bororós.

Quando seu pai faleceu, Rondon tinha apenas 2 anos de idade e seus estudos ficaram aos cuidados de um tio. Após concluir os estudos, Rondon foi ser professor e mais tarde ingressou no Regimento de Cavalaria no ano de 1881 e, mais tarde, se matriculou na Escola Militar do Rio de Janeiro.

Foi indicado componente da Comissão Construtora das Linhas Telegráficas, explorando sertões do Mato Grosso, no ano de 1892. A partir daí, Rondon passou a cuidar dos direitos dos índios. Sua tese era: "Matar nunca, morrer se necessário".

Efetuou uma expedição às margens do Amazonas junto com Teodoro e Roosevelt no ano de 1913. De 1927 a 1930, foi responsável por inspecionar as fronteiras do Brasil, do Oiapoque até a divisa da Argentina com o Uruguai. Foi criador do Serviço Nacional de Proteção aos Indios, eleito em 1913 pelo Congresso das Raças em Londres, onde se ressaltou que a obra de Rondon deveria ser imitada para honra da Civilização Mundial.

Recebeu o título de Civilizador do Sertão, no ano de 1939 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), pelo trabalho realizado junto aos índios. Foi considerado grande chefe pelos índios silvícolas, e pelos civilizados Marechal de Paz.

No ano de 1956 Rondon recebeu uma grande homenagem. Nesta ocasião, o Território do Guaporé ganhou o seu nome, hoje o denominado Estado de Rondônia. Em 1957 foi indicado ao prêmio Nobel da Paz. Ainda hoje é um nome brasileiro com enorme respeito e inserção internacional por decorrência de sua contribuição à botânica e apoio à causa indígena. Seu falecimento foi no dia 19 de janeiro do ano de 1958.


Dom Aquino Correa

Francisco de Aquino Corrêa, nasceu em 02/04/1885, na chácara Bela Vista (às margens do rio Cuiabá) e faleceu em São Paulo em 22/03/1956. Arcebispo de Cuiabá e Governador do Estado de Mato Grosso. Poeta, orador, escritor, foi o primeiro mato-grossense a pertencer à Academia Brasileira de Letras, destacando-se como um dos principais incentivadores à fundação da Academia Mato-grossense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso.

Iniciou os seus estudos no Colégio São Sebastião, tendo também estudado no Seminário da Conceição e no Liceu Salesiano São Gonçalo.

Ingressou no Noviciado dos Salesianos de Dom Bosco em Cuiabá (1902), sendo ordenado sacerdote em 1903. Seguindo para Roma (1904), matriculou-se na Universidade Gregoriana e na Academia São Tomás de Aquino, onde se doutorou em Teologia (1908). Em 17/01/1909, foi ordenado presbítero e, voltando ao Brasil, foi nomeado diretor do Liceu Salesiano de Cuiabá, cargo que desempenhou até 1914, quando foi designado pelo Papa Pio X como titular do Bispado de Prusíade e Auxiliar do Arcebispo da Diocese de Cuiabá, cargo no qual foi investido em 01/01/1915, aos 29 anos, tornando-se, à época, o mais jovem bispo do mundo. Com o falecimento do Arcebispo Dom Carlos Luís de Amour, foi elevado ao Arcebispado de Cuiabá (1921).

Após a indicação do Presidente Venceslau Brás como elemento conciliador, foi eleito Governador de Mato Grosso para o período 1918/1922, sendo o único membro da igreja Católica a ocupar esse cargo. Seu governo notabilizou-se pelo elevado sentimento patriótico e amparo à cultura regional, tomando a iniciativa de fundar a Academia Mato-grossense de Letras e o Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso.

Suas obras completas, no ano de 1985, foram reunidas e editadas pelo Senado Federal, destacando-se: Odes, poesia, 2 vols. (1917); Terra natal, poesia (1920); A flor d"aleluia, poesia (1926) ; Discursos, oratória (1927); O Brasil novo, discurso (1932); Castro Alves e os moços, discurso (1933) ; Oração aos soldados, discurso (1937); O Padre Antônio Vieira, discurso (desconhecida) ; Nova et vetera, poesia (1947). Figura de destaque do meio cultural, Dom Aquino é considerado o maior orador mato-grossense de todos os tempos.

Eurico Gaspar Dutra (1883-1974)

Primeiro cuiabano a ocupar o cargo de Presidente da República, Eurico Gaspar Dutra nasceu no dia 18/05/1883, vindo a falecer no Rio de Janeiro em 11/06/1974.

Fez o curso primário e os estudos secundários em Cuiabá. Aos 18 anos tentou alistar-se no Exército, mas a junta de saúde que o examinou considerou-o incapacitado. Porém, convencido de sua vocação pela carreira militar, usando de uma falsa certidão de nascimento que reduzia sua idade em dois anos, apresentou-se à junta de saúde de Corumbá (hoje em MS), sendo então admitido no Exército. Engajou-se na Escola Preparatória e de Tática do Rio Grande do Sul. Após, matriculou-se na antiga Escola Militar do Brasil (Escola Militar da Praia Vermelha, no Rio de Janeiro).

Nessa unidade militar, participou de movimento contra o governo do Presidente Rodrigues Alves como resistência à vacinação obrigatória da população. Vencido esse movimento, foi fechada a Escola Militar e, pela sua participação no levante, Dutra foi expulso da escola, todavia, beneficiado pela anistia decretada pelo governo, foi readmitido no 24º. Batalhão de Infantaria.

Fez brilhante carreira militar. Participou da revolução de 1930 e foi um dos comandantes da repressão à chamada Revolução Constitucionalista em São Paulo.

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, dedicou-se à redemocratização do país, participando, inclusive, de movimentos pela queda de Vargas, que, ainda assim, veio a apoiá-lo na candidatura à Presidência da República nas eleições que se seguiriam.

Dutra candidatou-se pelo Partido Social Democrático (PSD), em coligação com o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), vencendo as eleições de 1945. Foi empossado em 31/01/1946 e, através do chamado Acordo Partidário, aproximou-se de setores conservadores, até mesmo da UDN, acarretando a marginalização de Vargas e do PTB, que terminaram por romper com o Presidente.

O governo Dutra foi marcado por uma política econômica ditada por postulados liberais e por uma severa política de arrocho salarial. Afastou o país do bloco socialista leste-europeu, colocando na ilegalidade o PCB sob a alegação de que a legenda servia aos interesses da então União Soviética, com quem rompeu relações diplomáticas. Internamente, elaborou o plano SALTE, a primeira tentativa de planejamento econômico governamental no Brasil.

São acontecimentos marcantes de seu governo a criação do Conselho Nacional de Economia, as Comissões de Planejamento Regional e o Tribunal Federal de Recursos, além da elaboração do Estatuto do Petróleo, que motivou a construção das primeiras refinarias e a aquisição dos primeiros navios petroleiros.

NA administração Dutra foi criada a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (CHESF) e pôs-se em funcionamento a Hidrelétrica de Paulo Afonso. Fez-se construir a famosa via Dutra, ligando São Paulo ao Rio de Janeiro. Em Cuiabá, foi construído o estrádio de futebol que leva o seu nome e, carinhosamente, é conhecido por “Dutrinha”.