VIOLA-DE-COCHO
Instrumento tipicamente mato-grossense, é utilizado nas tradicionais festas, onde há dança de Cururu e Siriri, tanto na capital como nas regiões ribeirinhas e pantaneiras.
Confeccionada, artesanalmente, a partir de um tronco de madeira inteiriça, ainda verde, é esculpida no formato de uma viola que é escavada no corpo até que suas paredes fiquem bem finas, obtendo-se assim o cocho propriamente dito.
As primeiras violas-de-cocho tinham suas cordas feitas de tripa de macaco, ouriço ou da película de folha de tucum, o que tornava o som diferente; hoje em dia, elas já são feitas de cordas de nylon por motivos ambientais.
A cola usada era da bolsa respiratória pulmonar de peixes, como Pintado, Jaú e Piranha.
Sua ressonância, que varia entre maiôs ou menor, de acordo coma música a ser tocada, depende da espessura das paredes do tampo. As violas geralmente medem 70 cm de comprimento.São usadas tanto no cururu quanto no siriri e até em qualquer outro tipo de música.
SIRIRI
O siriri é uma das danças mais populares do folclore mato-grossense. Praticada na cidade e na zona rural, tem presença indispensável em festas, batizados, casamentos e festejos religiosos. É uma dança que lembra celebrações indígenas. Dando por homens, mulheres e até crianças, numa coreografia bastante variada e sem um interpretação definida, acontece em sala de casas, varandas ou mesmo terreiros. A música é simples, falando de coisas da vida, desde o nascimento, família e a presença de amigos. Os tocadores são também os cantadores e quem dança também faz o coro. As vozes são estridentes, entoam tristeza e nostalgia nas melodias tristes, e alegria e descontração nas canções de festejo. Torna-se irresistível para quem vê; logo quer entrar na dança, que transmite respeito à vida e o culto à amizade.
Ainda é desconhecida a origem do nome; há duas versões: uma de ser originado de uma palavra portuguesa e outra do nome de um cupim de asas que tem o mesmo nome e o vôo parecido com os passos da dança.
CURURU
O Cururu é um canto primordial do folclore mato-grossense. A cantoria do cururu se classifica em sacra e profana.
A sacra, também chamada de função ou porfia, tem função religiosa e foi criada por fiéis. Geralmente acontece após as orações aos santos de devoção popular, na casa de amigos ou comunidade da igreja, e tem o objetivo de louvar ou homenagear aquele determinado santo.
A profana é aquela acompanhada pelos desafios e versos dos trovadores, por trovas de amor, declarações e desabafos ou desafio a alguém que roubou uma mulher amada e uma variada coreografia totalmente masculina.
Os cururueiros fazem roda caminhando no sentido horário, iniciam a dança com passo simples de pé esquerdo, pé direito, e vice-versa. “Fazem frô”, floreiam à vontade, que é o movimento de ajoelhar-se até dar rodopios completos, ou seja, embelezar a dança. Os instrumentos da cantoria são viola-de-cocho e um ganzá ou cracachá. A festança, onde estão presentes cururu e siriri, duram toda noite, até os primeiros raios de sol. Os foliões se divertem, expressando essa pura riqueza cultural.
RASQUEADO
A definição de rasqueado, segundo o dicionário, é: “arrastar as unhas ou um só polegar sobre as cordas sem as pontear.” Em Mato Grosso, o Rasqueado Cuiabano traz em sua história o final da Guerra do Paraguai quando prisioneiros e refugiados não retornaram ao seu país, integrando-se com as populações ribeirinhas, especialmente da margem direita do rio Cuiabá, onde hoje está a cidade de Várzea Grande. Esta integração influenciou costumes, linguajar e principalmente danças folclóricas, como por exemplo a polca paraguaia e o siriri mato-grossense. Da fusão das duas nasceu o pré-rasqueado, que se limitou aos acordes do siriri e cururu, devido ao seu desenvolvimento na viola-de-cocho, recebendo outros nomes como liso, crespo, rebuça-e-tchuça, para mais tarde participar de festas juninas, carnaval ou qualquer manifestação dos ribeirinhos. Com a proclamação da república os senhores de classe, precisando se aproximar do povo ribeirinho, tornaram o rasqueado um ritmo popular e de gosto geral, levando-o para praças e mais tarde para os salões de festa. Ainda foi discriminado nos saraus e rodas de poesia dos intelectuais, até que a juventude dos anos 20 e 30 trouxe para esses ambientes.
DANÇA DO CONGO
Dedicada a São benedito, a Dança do Congo ou Congada é de origem autenticamente africana. Em Mato Grosso, é uma manifestação que ocorre tradicionalmente em duas cidades: Vila Bela da Santíssima Trindade e Nossa Senhora do Livramento.
Em Vila Bela, primeira capital de Mato Grosso, a Dança do Congo representa a resistência dos negros que continuaram na região, após a transferência da capital para Cuiabá, em 1835. Faz parte da festa de São benedito, que ocorre sempre no mês de julho, em uma segunda-feira, quando comemoram o dia do santo negro.
A Dança do Congo é a dramatização de uma luta simbólica travada entre dois reinados africanos. O Embaixador de um outro reino pede ao Rei do Congo a mão de sua filha em casamento; o Rei rejeita o pedido e, então, o Embaixador declara guerra ao Rei do Congo. O motivo da negativa teria sido que o Rei do Congo desconfiava que o Embaixador queria fazer uma traição ao reinado: após o casamento, ele tomaria o poder, possivelmente, matando o Rei, o Secretário e o Príncipe, ficando com a coroa. Em uma outra versão, o Embaixador é o mensageiro do Rei de Bamba, que manda pedir a mão da Princesa em casamento.
Os personagens do reinado do Congo são o Rei, o Príncipe e o Secretário de guerra; do reino adversário aparecem o Embaixador e soldados. A nobreza usa mantos, coroas e bastões coloridos e ornamentados com flores, como instrumentos; o Príncipe e o Secretário de Guerra vestem também saiote com armação de arame e peitoral em forma de coração como escudo. Os soldados usam espadas, capacetes com pena de ema, flores e fitas, e o cantil que contém bebida chamada “Kanjinjim”, feita à base de cachaça, gengibre, canela, cravo e mel que serve para estimular os dançantes.
As flores na indumentária servem para reverenciar São Benedito; como os personagens não podem ficar próximos ao oratório do santo, durante a dança, onde colocariam suas flores para promessa, eles arrumam um lugar no capacete, e as fitas representam o próprio oratório.
A movimentação da Dança do Congo é a caracterização da marcha dos soldados; o pulso vertical dos corpos, os movimentos dos braços com as espadas e o ritmo dos pés, dançando ou caminhando, remetem à marcha. A dança ocorre pela cidade toda, onde os participantes cantam e marcham ao som do ganzá, bumbo e cavaquinho que são tocados pelos músicos-soldados. Os dançantes têm por função também proteger os festeiros, que são o Rei, a Rainha, o Juiz e a Juíza, que carregam objetos sagrados, e ainda as promesseiras que acompanham o cortejo levando flores em homenagem a São Benedito.
DIVINO ESPÍRITO SANTO
A festa do Divino é uma festividade folclórico-religiosa. Tem início no domingo da Ascensão com o “levantamento do mastro” e termina na festa de Pentecostes, com a caracterização de uma Sala do Trono, onde o Imperador, a Imperatriz, e o Capitão do Mastro são os personagens centrais da festa. A festa do Divino remonta há séculos; trata-se de um paralelo entre o folclórico e o litúrgico, com um fundamento histórico trazido de Portugal durante a colonização.
Sendo uma festa originariamente portuguesa, ganhou nuances caboclas com a agregação de usos e costumes tipicamente regionais. Às cinco horas da manhã, há repique de sinos e espocar de fogos, ocasião em que as bandeiras do Divino percorrem as ruas centrais da cidade. Após a alvorada, é servido aos participantes iguarias típicas, cuja confecção nos foi legada pelos indígenas. Há cânticos e danças misturadas ao incessante bater dos pilões. Três personagens são encontrados na festa: a Imperatriz, o Imperador e o Capitão do Mastro.
A história da Imperatriz Isabel é contada com muita devoção pelos fiéis católicos. Era uma época conturbada no Brasil Português, quando a vida econômica agravava-se devido às lutas internas, políticas e bastidores, perturbando a administração e pondo em risco a segurança do trono. Foi então que a soberana teve a atitude insólita, abdicando a coroa em favor do Divino Espírito Santo. Profundamente religiosa e possuidora de uma fé inabalável, a soberana resolveu que, enquanto não fossem solucionados os graves problemas, reinaria sobre Portugal a terceira pessoa da Santíssima Trindade.
A Imperatriz recolheu-se a um convento e aguardou os acontecimentos. Atendendo aos apelos do povo, a Imperatriz resolveu retornar ao trono, realizando novo cortejo à Catedral, revestindo-se de sua realeza. A prtir de então, a Imperatriz repetia todos os anos, no dia de Pentecostes, a cerimônia de consagração do reino do Divino Espírito Santo, em ação de graças pela felicidade e prosperidade.
Com músicas apropriadas, tanto as de rua como as sacras, na sua maioria criação dos músicos locais, a igreja ricamente ornamentada, com seus paramento de cores berrantes, portais, altares, púlpitos, realiza a festa, que é comemorada com grande alegria e respeito religioso. O pão bento, a ser distribuído ao povo, é confeccionado pela fina flor mato-grossense, em casa escolhida para esse fim.
CAVALHADA
A Cavalhada é uma das mais ricas manifestações da cultura popular da cidade de Poconé, que rende homenagem a São Benedito. Uma festa organizada por famílias tradicionais da região, carrega o Pantanal para uma longínqua Idade Média. Trata-se de uma disputa entre mouros e cristãos. Nesta luta são utilizados dezenas de cavalos e cavaleiros que têm por objetivo salvar uma princesa presa em uma torre permanentemente vigiada.
Além do preparo dos cavaleiros, seus animais também revelam grande precisão de movimentos. A maior parte deles são cavalos pantaneiros, que souberam se adaptar às características do Pantanal.
Em dia de Cavalhada, a cidade de Poconé amanhece azul e vermelha, as cores que representam os cristãos e os mouros, um exemplo puro de cultura e paixão por suas raízes.
DANÇA DOS MASCARADOS
Típica do município de Poconé, é uma mistura de contradança européia, danças indígenas e ritmos negros. A maior peculiaridade desta dança é o fato de participarem apenas homens, aos pares, metade dos quais vestidos de mulher, com máscaras e roupas coloridas onde predominam o vermelho e o amarelo. Para participar é necessário ser bom dançarino. Os componentes escolhem o modo de se apresentar, seja no papel de homem ou de mulher, e sentem orgulho do que fazem. A dança tem expressão muito forte e chega a comover aos que estão assistindo.
A Dança dos Mascarados não encontra semelhanças com nenhuma outra manifestação no Brasil e sua origem ainda é um mistério, porém a origem pode estar ligada aos índios que habitavam a região.
FESTA DE SÃO BENEDITO
Geralmente realizada entre a última semana de junho e a primeira de julho, movimenta milhares de fiéis, em procissão com bandeiras e mastros tão criativos quanto singelos. Ao final da procissão é levantado o mastro em homenagem ao santo de devolão. Reza a lenda que o mastro, ao sabor do vento, sempre aponta para a direção da morada de quem vai conduzir as rédeas dos festeiros posteriores.Dias antes do festejo há um ritual no qual os festeiros percorrem as ruas da cidade levando a bandeira do santo de casa em casa e recebendo donativos.Durante os dias de festa há fartura de comida e diversas iguarias, com distribuição de alimentos, produzidos com muito capricho e carinho.
DANÇA DO CHORADO
Dança afro, da região de Vila Bela da Santíssima Trindade, surgiu no período colonial, quando escravos fugitivos e transgressores eram aprisionados e castigados pelos Senhores e seus entes solicitavam o perdão dançando o Chorado. Com o passar do tempo a dança foi introduzida nos últimos dias da Festa de São Benedito, pela mulheres que trabalhavam na cozinha. Com coreografia bem diferente da demais danças típicas, são equilibradas garrafas na cabeça das dançarinas que cantam e dançam um tema próprio. Procuram manter a garrafa na cabeça, para mostrar que estão sóbrias, isto é, que apesar da festança ninguém está embriagado. Este passou a ser o significado atual da Dança do Chorado.
Referência:
Mato Grosso e seus Municípios; João Carlos Vicente Ferreira
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Tradução em Inglês
Folclore / Popular Manifestations
VIOLA-DE-COCHO
Instrument typically Mato Grosso, is used in traditional festivals, where there is dancing and Cururu Siriri, both in the capital and in the riverine areas and marshland.
Made, by hand, from a wooden trunk-piece, still green, is carved in the shape of a guitar that is excavated in the body until the walls fall just fine, thus obtaining the trough itself.
The first-of-guitars trough had its strings made of gut monkey, hedgehog or film sheet tucum, which made the sound different, nowadays, these are made of nylon strings for environmental reasons.
The glue used was pulmonary respiratory bag of fish, such as Image, Jau and Piranha.
Its resonance, ranging from bathing suits or less, according eat music to be played depends on the thickness of the walls of the lid. The guitars usually measure 70 cm comprimento.São used both points about the siriri and to any other type of music.
SIRIRI
The siriri is one of the most popular dances of the folklore of Mato Grosso. Practiced in the city and in rural areas, has an indispensable presence at parties, baptisms, weddings and religious festivals. It is a dance that resembles indigenous celebrations. Giving by men, women and even children, choreography varied and without a definite interpretation, happens in the houses, balconies or terraces. The music is simple, talking about things in life, from birth, presence of family and friends. The players are also the singers who dance and also does the chorus. The voices are shrill, sing sorrow and nostalgia in the sad melodies, and fun and joy in songs of celebration. It is irresistible to those who see, soon you join the dance, which conveys respect for life and the cult of friendship.
It is still unknown origin of the name, there are two versions: one to be originated from a Portuguese word, and another on behalf of a termite wing that has the same name and flight like the dance steps.
CURURU
The cane toad is a prime corner of the folklore of Mato Grosso. The singing of the cane falls into sacred and profane.
The sacred, also called the function or strife, and religious function has been created by the faithful. Usually happens after the prayers to the saints of popular devotion, the home of friends or church community, and aims to praise or honor that particular saint.
The profane is the one accompanied by the challenges and verses of the troubadours, the ballads of love, declarations and outflow or challenge for someone who stole a woman he loves and a variety of all-male choreography.
The cururueiros are walking wheel clockwise, start dancing with simple step left foot, right foot, and vice versa. "They frô," Florida at home, which is the movement to kneel to give full spins, or embellish the dance. The instruments are the singing of viola-and-trough ganzá or cracachá. The bash, where there are toads and siriri, last all night until the first rays of sun. The revelers are having fun, expressing the pure cultural richness.
RASQUEADO
The definition of rasqueado, according to the dictionary, is "dragging your nails or just a thumb on the strings without the bridge." In Mato Grosso, the Rasqueado Cuiabano brings in its history the end of the Paraguayan War when prisoners and refugees have not returned their country, integrating with coastal communities, especially the right bank of the Cuiabá River, where today is the city of Grand Lowland. This integration influenced customs, language and especially folk dances, such as the Paraguayan polka and siriri Mato Grosso. The merger of two pre-born rasqueado which was limited to the chords of siriri and cane because of its development in the breach-of-trough, given other names such as flat, curly, sweets-and-tchuca, later to join June festivals, carnival or any manifestation of riverside. With the proclamation of the Republic of the masters class, need to approach the coastal people, the rasqueado become a popular rhythm and general taste, leading to the squares and later to the ballrooms. Was still broken in the evening parties and poetry reading intellectuals, until the youth of the 20s and 30s brought to these environments.
DANÇA DO CONGO
Dedicated to St. Benedict, the Dance of the Congo or Congo and authentically African origin. In Mato Grosso, is a manifestation that typically takes place in two cities: Vila Bela of the Holy Trinity and Our Lady of Deliverance.
In Vila Bela, the first capital of Mato Grosso, the Dance of the Congo represents the resistance of the blacks who remained in the region after the transfer of capital to Cuiaba, in 1835. It is part of the feast of St. Benedict, which always occurs in the month of July, in a Monday, when celebrating the holy day of the black.
The Dance of the Congo is the dramatization of a symbolic struggle waged between two African kingdoms. The ambassador from another kingdom asks the King of Congo to his daughter's hand in marriage, the King rejected the request, then the Ambassador declares war on King of the Congo. The reason for the negative would have been the King of Congo suspected that the Ambassador wanted to be a betrayal of the rule: after the wedding, he would take power, possibly killing the King, the Secretary and the Prince, leaving the crown. In another version, the Ambassador is the messenger of the King of Bamba, the boss ask for the hand of the Princess in marriage.
The characters of the reign of the Congo are the King, the Prince and the Secretary of war, the kingdom opponent appear Ambassador and soldiers. The nobility uses robes, crowns and wands and decorated with colorful flowers, such as instruments, the Prince and the Secretary of War also petticoat dress with wire frame and chest heart-shaped as a shield. The soldiers use swords, helmets penalty emu, flowers and ribbons, and the flask containing drink called "Kanjinjim", made with Cachaça, ginger, cinnamon, cloves and honey used to encourage dancing.
The flowers are used in clothing to honor St. Benedict, as the characters can not get near the shrine of the saint, during the dance, where to place their flowers to promise, they're up one place in the helmet and the tapes represent their own oratory.
Changes in the Dance of the Congo is the characterization of the march of soldiers, the Pulse vertical bodies, movements of the arms with swords and rhythm of the feet, dancing or walking, referring to the march. The dance takes place all over the city, where participants sing and march to the sound of ganzá, bass and ukulele that are played by musicians soldiers. The dancers also have the task of protecting the revelers, who are the King and Queen, the Judge and the Judge, who carry sacred objects, and even the promesseiras accompanying the procession carrying flowers in honor of St. Benedict.
DIVINO ESPÍRITO SANTO
The celebration of the Divine is a folk-religious festival. Begin on Sunday of the Ascension with the "lifting of the mast" and ends on the feast of Pentecost, with the characterization of the Throne Room, where the Emperor, Empress, and Captain of the Mast are the central figures of the party. The feast of Divine goes back centuries, it is a parallel between the liturgical and folk, with a historical foundation brought to Portugal during colonization.
Being a party originally Portuguese, won nuances caboclo with the aggregation of uses and customs typically regional. At five o'clock in the morning, there peal of bells and species of fires, at which the flags of the Divine through the streets of the central city. After daybreak, is served to participants typical dishes, whose cooking has been handed by the Indians. There are songs and dances mixed with the incessant pounding of pestles. Three characters are found in the party: the Empress, the Emperor and the Captain of the Mast.
The story of the Empress Elizabeth is told with great devotion by the faithful Catholics. It was a tumultuous time in Brazil Portuguese, where economic life was deteriorating due to infighting, and political scenes, disturbing the administration and endangering the safety of the throne. It was then that the sovereign had the unusual attitude, abdicating the crown in favor of the Holy Spirit. Deeply religious and possessed of strong faith, the queen decided that, until they were resolved the serious problems, rule over Portugal in the third person of the Trinity.
Empress retired to a convent and awaited events. Given the calls of the people, the Empress decided to return to the throne, making new procession to the Cathedral, and are of their reality. The prtir then, the Empress repeated every year at Pentecost, the consecration ceremony of the kingdom of the Holy Spirit, in thanksgiving for the happiness and prosperity.
With appropriate music, both the street and the sacred, mostly the creation of local musicians, a richly ornamented church, with its brightly colored vestments, portals, altars, pulpits, does the party, which is celebrated with great joy and respect religious. The blessed bread to be distributed to the people, is manufactured by the cream of Mato Grosso, in the house chosen for that purpose.
CAVALHADA
The Cavalhada is one of the richest manifestations of popular culture of the city of Poconé, which pays homage to St. Benedict. A party organized by traditional families in the region, carries the Pantanal to a distant Middle Ages. This is a dispute between Moors and Christians. In this struggle are used dozens of horses and riders that are designed to save a princess locked in a tower kept under review.
In the preparation of the knights, their animals also show great precision of movement. Most of them are horses of Pantanal, which were able to adapt to the characteristics of the Pantanal.
In Cavalhada day, the city of Poconé dawns blue and red, colors that represent Christians and Moors, a pure example of culture and passion for their roots.
DANÇA DOS MASCARADOS
Typical of the municipality of Poconé, is a mixture of European quadrille, dance rhythms and indigenous blacks. The major peculiarity of this dance is that only men participate in pairs, half of them dressed as women, wearing masks and colorful clothing is predominantly red and yellow. To participate you must be a good dancer. Components choose how to present themselves, is the role of man or woman, and feel proud of what they do. The dance has very strong expression and reaches moved to those watching.
The Dance of Masquerade is not unlike any other event in Brazil and its origin remains a mystery, but the origin can be linked to the Indians who inhabited the region.
FESTA DE SÃO BENEDITO
Usually performed between the last week of June and the first of July, handling thousands of faithful in procession with flags and poles as creative as plain. At the end of the procession is up the mast in honor of the saint devolão. Legend has it that the mast, the wind, always points to the direction of the address of who will lead the reins of revelers posteriores.Dias before the celebration is a ritual in which the revelers roam the city streets leading to the holy flag from house to house and receiving donativos.Durante the holidays there is plenty of food and cool drinks, with distribution of food, produced with much care and affection.
DANÇA DO CHORADO
African dance from the region of Vila Bela of the Trinity, came during the colonial period, when runaway slaves and offenders were imprisoned and punished by the Lords and their loved dancing asking for forgiveness, crying. Over time the dance was introduced in the last days of the Feast of St. Benedict, for women who worked in the kitchen. With choreography and different from other dances, are balanced cylinder head of the dancers who sing and dance a theme itself. They seek to keep the bottle on the head, to show they are sober, that is, that despite the bash nobody is drunk. This became the meaning of current dance Cried.
Reference:
Mato Grosso e seus Municípios; João Carlos Vicente Ferreira
Xandbureau Publicidade
Tradução em Espanhol
Folklore / Popular Manifestaciones
VIOLA-DE-COCHO
Instrumento típicamente Mato Grosso, se utiliza en fiestas tradicionales, donde se baila y Cururú Sirirí, tanto en la capital y en las zonas ribereñas y zonas pantanosas.
Hecho a mano, de un tronco de madera, piezas, todavía verde, está tallada en forma de una guitarra que se excava en el cuerpo hasta que las paredes caen muy bien, obteniendo así la depresión en sí.
La primera a través de las guitarras tuvo sus cuerdas hechas de tripas de mono, erizo o Tucumán hoja de película, que hizo que el sonido diferentes, hoy en día, estos son hechos de cuerdas de nylon por razones ambientales.
El pegamento utilizado fue la pulmonar bolsa respiratoria de los peces, como la imagen, Jau y Piraña.
Su resonancia, que van desde trajes de baño o menos, según comer la música se escuche depende del grosor de las paredes de la tapa. Las guitarras suelen medir 70 cm comprimento.São utilizan los dos puntos sobre el Sirirí y de cualquier otro tipo de música.
SIRIRI
El Sirirí es una de las danzas más populares del folclore de Mato Grosso. Ejerció en la ciudad y en las zonas rurales, tiene una presencia indispensable en las fiestas, bautizos, bodas y fiestas religiosas. Es un baile que se asemeja a las celebraciones indígenas. Dando por hombres, mujeres e incluso niños, coreografía variada y sin una interpretación definitiva, sucede en las casas, balcones o terrazas. La música es sencilla, hablar de cosas en la vida, desde el nacimiento, la presencia de familiares y amigos. Los jugadores también son los cantantes que bailan y también hace los coros. Las voces estridentes, canta la tristeza y la nostalgia en las melodías tristes, y la diversión y la alegría en las canciones de celebración. Que es irresistible para aquellos que ven, pronto se une a la danza, que transmite respeto por la vida y el culto a la amistad.
Todavía se desconoce el origen del nombre, existen dos versiones: una que se originó de una palabra en portugués, y otro en nombre de un ala de termitas que tiene el mismo nombre y el vuelo como los pasos de baile.
CURURU
El sapo de caña es un rincón primordial del folclore de Mato Grosso. El canto de la caña, cae en lo sagrado y lo profano.
Lo sagrado, también llamada la función o la lucha, y la función religiosa ha sido creado por los fieles. Por lo general sucede después de las oraciones a los santos de la devoción popular, la casa de amigos o de la comunidad de la iglesia, y apunta a la alabanza y el honor de ese santo en particular.
Lo profano es el que acompañado por los retos y los versos de los trovadores, las baladas de amor, declaraciones y salida o un desafío para alguien que robó una mujer que ama, y una variedad de todo-coreografía masculina.
El cururueiros están caminando hacia la derecha la rueda, empezar a bailar con el simple paso del pie izquierdo, pie derecho, y viceversa. "Ellos venían," de la Florida en el hogar, que es el movimiento de rodillas para dar plena gira, o embellecer la danza. Los instrumentos son el canto de la viola-y-Ganzá comedero o cracachá. La fiesta, donde hay sapos y Sirirí, duran toda la noche hasta que los primeros rayos de sol. Los juerguistas se divierten, que expresa la riqueza cultural pura.
RASQUEADO
La definición de rasqueado, según el diccionario, es "arrastrar las uñas o simplemente un pulgar en las cuerdas sin puente." En Mato Grosso, el Cuiabano Rasqueado trae en su historia la final de la guerra del Paraguay cuando los presos y los refugiados no han regresado su país, la integración con las comunidades costeras, especialmente en la margen derecha del río Cuiabá, donde hoy es la ciudad de Grand tierras bajas. Esta integración aduanera influencia, la lengua y, especialmente, las danzas populares, tales como la polka Grosso y Mato Sirirí paraguaya. La fusión de dos pre-nacido rasqueado que se limitaba a los acordes de Sirirí y la caña, debido a su desarrollo en la ruptura de valle, teniendo en cuenta otros nombres, tales como planos, dulces y rizado, y-Tchuca, más tarde a unirse fiestas de junio, el carnaval o cualquier otra manifestación de la orilla del río. Con la proclamación de la República de la clase de maestros, la necesidad de acercarse a la gente de la costa, la rasqueado convertido en un ritmo popular y el gusto general, conduciendo a las plazas y más tarde a los salones de baile. Todavía estaba roto en los partidos por la noche y los intelectuales de lectura de poesía, hasta que la juventud de los años 20 y 30 señalan a estos ambientes.
DANÇA DO CONGO
Dedicado a San Benito, la Danza del Congo o Congo y de origen auténticamente africana. En Mato Grosso, es una manifestación que generalmente se realiza en dos ciudades: Vila Bela de la Santísima Trinidad y Nuestra Señora de la Liberación.
En Vila Bela, la primera capital de Mato Grosso, la Danza del Congo representa la resistencia de los negros que se quedaron en la región después de la transferencia de capital a Cuiabá, en 1835. Es parte de la fiesta de San Benito, que siempre se produce en el mes de julio, en un lunes, cuando se celebra el día sagrado del negro.
La Danza del Congo es la dramatización de una lucha simbólica librada entre dos reinos africanos. El embajador de otro reino pide al Rey de Congo a la mano de su hija en matrimonio, el Rey ha rechazado la solicitud, el Embajador declara la guerra al rey del Congo. La razón de la negativa habría sido el rey del Congo sospecha de que el Embajador quiso ser una traición a la regla: después de la boda, se harían con el poder, posiblemente la muerte del rey, el Secretario y el príncipe, dejando la corona. En otra versión, el Embajador es el mensajero del rey de Bamba, el jefe de pedir la mano de la princesa en el matrimonio.
Los personajes del reino del Congo son el rey, el príncipe y el Secretario de la guerra, el oponente reino aparecer Embajador y soldados. La nobleza utiliza túnicas, coronas y varitas y decorado con flores de colores, como los instrumentos, el Príncipe y el Secretario de Guerra de vestir falda también con el marco de alambre y corazón en el pecho en forma de escudo. Los soldados utilizan las espadas, cascos de la UEM pena, flores y cintas, y el frasco que contenga bebida llamada "Kanjinjim", hecho con cachaça, jengibre, canela, clavo de olor y miel utilizarse para fomentar el baile.
Las flores se utilizan en prendas de vestir para honrar a San Benito, como los personajes no pueden acercarse al santuario de la santa, durante el baile, donde colocar sus flores a la promesa, son hasta un lugar en el casco y las cintas de representar a su propia oratoria.
Cambios en la Danza del Congo es la caracterización de la marcha de los soldados, los órganos de impulso vertical, los movimientos de los brazos con las espadas y el ritmo de los pies, bailar o andar, en referencia a la marcha. La danza tiene lugar en toda la ciudad, donde los participantes cantan y marchar al ritmo de ganza, el bajo y ukelele que se juegan por los soldados músicos. Los bailarines también tienen la tarea de proteger a los invitados, que son el rey y la reina, el juez y el juez, que llevan los objetos sagrados, e incluso el promesseiras que acompaña a la procesión portando flores en honor de San Benito.
DIVINO ESPÍRITO SANTO
La celebración de la Divina es un popular festival religioso. Comienza el domingo de la Ascensión con el levantamiento de los "del palo" y termina en la fiesta de Pentecostés, con la caracterización de la Sala del Trono, donde el emperador, la emperatriz, y el capitán de los mastocitos son las figuras centrales de la fiesta. La fiesta de la Divina se remonta siglos, es un paralelo entre la litúrgica y popular, con un fundamento histórico llevado a Portugal durante la colonización.
Ser una de las partes originalmente en portugués, ganó matices caboclo con la agregación de los usos y costumbres típicamente regional. A las cinco de la mañana, repique de campanas y de las especies de los incendios, en la que las banderas de lo divino a través de las calles de la ciudad central. Después del amanecer, se sirve a los participantes los platos típicos, cuya cocina ha sido entregado por los indios. Hay canciones y bailes se mezcla con el incesante martilleo de morteros. Tres personajes se encuentran en el partido: la Emperatriz, el Emperador y el capitán del mástil.
La historia de la emperatriz Isabel se le dice con gran devoción por los fieles católicos. Fue una época tumultuosa en portugués del Brasil, donde la vida económica se está deteriorando debido a las luchas internas, y la escena política, la perturbación de la administración y poner en peligro la seguridad del trono. Fue entonces que el soberano tenía la actitud inusual, abdicando de la corona en favor del Espíritu Santo. Profundamente religioso y poseedor de una fe fuerte, la reina decidió que, hasta que se resuelvan los problemas graves, la regla sobre Portugal en la tercera persona de la Trinidad.
Emperatriz se retiró a un convento y esperó acontecimientos. Habida cuenta de las llamadas de la gente, la emperatriz decidió volver al trono, haciendo procesión de nuevo a la Catedral, y son de su realidad. La prtir entonces, la emperatriz repite cada año en Pentecostés, la ceremonia de consagración del reino del Espíritu Santo, en acción de gracias por la felicidad y la prosperidad.
Con la música adecuada, tanto en la calle y lo sagrado, sobre todo la creación de músicos locales, una iglesia ricamente ornamentado, con sus vestidos de colores brillantes, portales, altares, púlpitos, ¿el partido, que se celebra con gran alegría y el respeto religiosas. El pan bendecido para ser distribuidos a las personas, es fabricado por la crema de Mato Grosso, en la casa elegida para tal fin.
CAVALHADA
La Cavalhada es una de las más ricas manifestaciones de la cultura popular de la ciudad de Poconé, que rinde homenaje a San Benito. Una fiesta organizada por las familias tradicionales de la región, el Pantanal, lleva a una lejana Edad Media. Esta es una disputa entre moros y cristianos. En esta lucha se utilizan docenas de caballos y jinetes que están diseñados para salvar a una princesa encerrada en una torre objeto de revisión.
En la preparación de los caballeros, los animales también muestran una gran precisión de movimientos. La mayoría de ellos son caballos de Pantanal, que fueron capaces de adaptarse a las características del Pantanal.
En los días de Cavalhada, la ciudad de Poconé amanece azul y rojo, colores que representan a moros y cristianos, un ejemplo puro de la cultura y la pasión por sus raíces.
DANÇA DOS MASCARADOS
Típica del municipio de Poconé, es una mezcla de cuadrilla Europea, ritmos de baile y los negros indígenas. La peculiaridad principal de esta danza es que sólo los hombres participen en parejas, la mitad de ellos vestidos de mujer, con máscaras y ropa de colores es predominantemente rojo y amarillo. Para participar hay que ser un buen bailarín. Componentes de elegir cómo presentarse, es el papel de hombre o mujer, y se sienten orgullosos de lo que hacen. La danza tiene muy fuerte y llega a la expresión se trasladó a los cetáceos.
El baile de Masquerade no es diferente de cualquier otro evento en Brasil y su origen sigue siendo un misterio, pero el origen puede estar vinculado a los indios que habitaban la región.
FESTA DE SÃO BENEDITO
Normalmente se realiza entre la última semana de junio y el primero de julio, manejo de miles de fieles en la procesión con banderas y polos tan creativo como normal. Al final de la procesión hasta el mástil en honor de la devolão santo. La leyenda cuenta que el mástil, el viento, siempre apunta a la dirección de la dirección que llevará las riendas de juerguistas posteriores.Dias antes de la celebración es un ritual en el que los invitados deambulan por las calles de la ciudad que conduce a la bandera santa de casa en casa y recibir donativos.Durante las vacaciones hay un montón de comida y bebidas frescas, con la distribución de alimentos, producido con mucho cuidado y afecto.
DANÇA DO CHORADO
Danza africana de la región de Vila Bela de la Trinidad, se produjo durante el período colonial, cuando los esclavos fugitivos y delincuentes fueron apresados y castigados por los espíritus de sus seres queridos y el baile pidiendo perdón, llorando. Con el tiempo, el baile se introdujo en los últimos días de la Fiesta de San Benito, para las mujeres que trabajaban en la cocina. Con la coreografía y diferente de otras danzas, son cabeza de cilindro equilibrada de los bailarines que cantan y bailan un tema en sí. Tratan de mantener la botella en la cabeza, para mostrar que están sobrios, es decir, que a pesar de la fiesta que nadie está borracho. Esto se convirtió en el sentido de la danza actual lloró.
Referência:
Mato Grosso e seus Municípios; João Carlos Vicente Ferreira
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