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EMANAÇÃO DE AMOR: Benzedeira diz que ato tem o poder de curar até o câncer

30/11/2019 às 11:30

EMANAÇÃO DE AMOR: Benzedeira diz que ato tem o poder de curar até o câncer“O benzimento é capaz de curar o câncer, mas a pessoa precisa acreditar”, afirma a benzedeira Fernanda Klann, que há cerca de um ano realiza a terapia. Há dois anos, ela assumiu o dom e passou a realizar cursos de terapia holística para ajudar pessoas. Ela também ministra cursos de terapias variadas e participará do encontro de benzedeiras que ocorre neste sábado (30), no centro de Obras Sociais Meimei, no Ribeirão da Ponte.

Apesar de ter assumido a profissão há pouco tempo, Fernanda conta que desde muito cedo sabia que era diferente. Muito sensitiva e intuitiva, ela negava esse dom por conta da repressão que sofria. “O que eu mais ouvia é que era louca”, conta.

“Benzer nada mais é que emanar amor. Eu sempre benzia as pessoas, mas não sabia que aquilo era o benzimento”, lembra.

Fernanda explica que depois que se aperfeiçoou e passou a fazer os benzimentos, nunca mais parou. Conta que há práticas de inúmeras formas: com ovo, com água, ervas, com banhos e até a distância. Entre as benzedeiras também há práticas diferentes, cada uma tem uma metodologia de aplicar as rezas.

A terapeuta explica que hoje as benzedeiras estão escassas, principalmente nos grandes centros, por conta do preconceito e da desinformação das pessoas. Antigamente, as pessoas de mais idade praticavam o benzimento com uma oração “padrão” e passavam o conhecimento de geração em geração. Com o passar dos anos esses ensinamentos passaram a ser mal interpretados e as pessoas não se interessavam em seguir a profissão.

A vó e a mãe de Fernanda não benzem. Sozinha ela passou a estudar o assunto e explorar mais esse dom. Hoje, sua filha de cinco anos já demonstra que vai seguir os passos da mãe e já promove benzimentos, pois vê isso em casa.

“Por causa do preconceito, o benzimento fica um tanto escondido. O catolicismo não aceita que leve a criança para benzer, mas tem um monte de benzedeira escondida lá. A umbanda também não. Pois ligam o benzimento a forças do mal, com bruxaria.

A benzeira explica que a terapia que ensina é o benzimento energético, mais moderno, no qual cada uma das profissionais tem seu próprio rezo de cura. Cada uma tem sua própria maneira de atuação. “Quem é benzeidera, é desde que nasce. Na família da minha vó tem, mas ela não é”, afirma.

“Nesse mundo tem muita coisa obscura. Então as pessoas vão acreditar no que a sociedade quer que elas acreditem. O benzimento promove cura até de câncer. Se tiver uma benzedeira em cada esquina e começarem a ajudar as pessoas, o que será na indústria de remédios? A medicina tradicional vai perder o valor. Antigamente, quando não existia médico, como as pessoas eram curadas? Com chás e tudo e com o que tinha em casa, como que isso não funciona mais?”, questiona.

A benzeira ainda sugere uma reflexão diante do preconceito contra as benzedeiras, ligadas à bruxaria, como muitos pregam e ao mercado que oferece cada dia um remédio novo, e encontra as pessoas cada vez mais doentes.

Além de explicar como funciona a prática do benzimento e o preconceito que as profissionais sofrem, a terapeuta afirma que é preciso que a pessoa a ser tratada acredite na cura, para que ela aconteça de firma rápida e efetiva.

“Ah, eu estou com dor e vou lá na tia para ela me benzer. Se a pessoa não acreditar, a dor vai passar mais vai demorar uma 3 horas. Mas se ela acreditar e estiver receptiva para receber aquela energia a dor vai sumir na hora”, destaca. “A energia de amor emana de mim, mas quanto você está receptivo para receber essa energia? O resultado pode ser muito eficaz”.

Apesar das benzeiras estarem em “extinção”, esse cenário caminha para uma mudança. A população em geral está mais inclinada para o autoconhecimento e evolução humana. Buscando entender as energias e o universo, além daquilo que sempre foi pregado durante séculos.

“Estamos num nível de despertar da consciência. De sair da terceira para a quarta dimensão. As pessoas estão sendo despertas e buscando essas terapias”, declara.


Comprovação
A benzedeira ressalta que o benzimento é respaldado pela física quântica e por estudos que comprovam o poder da energia. Fernanda cita 2 experimentos, em um deles foram usados 2 copos com gelo. Em um deles foram emanadas energias negativas com palavras feias e depreciativas, no outro, somente a positividade foi mandada. No que recebeu a negatividade foram formados cristais de gelo com figuras de monstros, no outro foram vistas imagens bonitas.

O outro teste foi feito com plantas. Os vasos foram postos distantes e uma criança falava palavras de incentivo para uma delas, que cresceu bonita e vigorosa. Já a outra, recebeu frases de pessimismo e, passados alguns dias na rotina de negatividade, definhou. “Energia é fé. É acreditar que aquilo é possível”, afirma.

Fernanda explica que, por muito tempo, cobrar pelo benzimento foi proibido, mas hoje cada profissional decide seu método de trabalho, afinal é empregado tempo e dinheiro para estudo e aprimoramento do dom que já nasce com a pessoa. “Desde a época de Jesus, na idade média, havia uma moeda de troca. Eu não te pagava em dinheiro, mas levada um agrado, uma oferta”, explica.

Comumente o benzimento não é cobrado, mas não há restrição. A quantidade de “consultas” depende da necessidade da pessoa e isso é definido pelo profissional.

O encontro de benzedeiras é realizado a partir das 9h30 e a benzedeira divulga as terapias oferecidas na rede social Fernanda Klann Terapeuta.


FOTO: João Vieira

Fonte: Jessica Bachega / jessica@gazetadigital.com.br